domingo, 23 de junho de 2013

Não existe empresa 100% com empregado 50%


No mundo globalizado muito se fala em diferencial competitivo, neste processo existe vários fatores que influenciam a tecnologia, os orçamentos milionários as metodologias de desenvolvimento de novos projetos, novos métodos de gerenciamento tudo isto são alguns dos fatores essenciais para o diferencial competitivo e o crescimento de qualquer organização, mas só farão diferença aqueles que investirem no desenvolvimento de pessoas, com equipes de alto desempenho, formando lideres capazes de criar ambientes ideais que façam com que as pessoas dêem o melhor de si e expressam o que há de melhor como potencial.

Ao se falar em organizações, forçosamente se fala em pessoas que as representam, que as vivenciam e que lhes dão personalidade própria. A maneira pela qual as pessoas se comportam, agem, trabalham, executam, melhoram suas atividades, cuidam dos clientes e tocam os negócios das empresas, varia em enormes dimensões. E essa variação depende, em grande parte, das políticas e diretrizes das organizações a respeito de como lidar com as pessoas em suas atividades.

É nesse ponto que vemos a importância da Gestão de Pessoas dentro das organizações, atuando em toda a estrutura hierárquica da empresa, desde o nível produtivo até a liderança, gerenciando talento, conhecimento, e capital humano disponíveis. A Gestão de Pessoas deve formar e consolidar equipes internas produtivas e comprometidas com a estratégia e as metas da empresa, utilizando adequadamente processos seletivos, atividades de treinamento, aperfeiçoamento e desenvolvimento de habilidades individuais, otimizando recursos e investimentos, com o objetivo de maximizar os lucros.

Gestão de Pessoas é um conceito amplo que trata de como os indivíduos se estruturam para orientar e gerenciar o comportamento humano no ambiente organizacional, e pode ser o diferencial de empresas, que sabem selecionar pessoas certas para o trabalho a ser realizado, ou seja: com as competências necessárias, a consciência do valor da sua colaboração para a empresa alcançar seu objetivo, e comprometida com seu trabalho, por paixão ao que faz. Contar com talentos exige recrutamento eficaz, programas de treinamento, implementação de programas de capacitação, e acompanhamento contínuo do desempenho obtido. Mas também uma cultura organizacional que estimule a colaboração, o compartilhamento de conhecimento.

Hoje, fala-se muito em administração com as pessoas. Administrar com as pessoas significa tocar a organização juntamente com os colaboradores e parceiros internos que mais entendem dela e de seu futuro. Uma nova visão das pessoas não mais como um recurso organizacional, um objetivo servil ou mero sujeito passivo do processo, mas fundamentalmente como um sujeito ativo e provocador das decisões, empreendedor das ações e criador das ações dentro das organizações. Mais do que isso, uma agente proativo dotado de visão própria e, sobretudo, de inteligência, a maior, a mais avançada e sofisticada habilidade humana.

Por outro lado, o empenho individual de cada empregado pode ditar o sucesso ou fracasso das suas próprias carreiras e da empresa como um todo. Assista o filme abaixo “O velho Carpinteiro” e reflita sobre esta história.

Não existe empresa 100% com empregados 50%.

sábado, 15 de junho de 2013

Implacável busca pelo sucesso de “microondas”

Nascida do início da década de 1980 até meados de 1990 (profissionais com menos de 30 anos de idade), a Geração Y está tomando o mercado de trabalho mundial. Estas pessoas também são conhecidas por serem chamadas de geração do milênio ou geração da Internet, que surgiu exatamente por essa época.

Estes profissionais cresceram num contexto de muita competitividade. Desde pequenos, foram treinados para serem os melhores, fizeram cursos de língua, intercâmbio e ingressaram em boas faculdades, agora estão no mercado de trabalho e tem características bem especificas, algumas extremamente positivas outras muito preocupantes.

Características da Geração Y
• Grande ambição (já chegam na empresa querendo ter celular corporativo, veiculo a disposição e ocupar cargo de chefia);
• Familiaridade com tecnologia (sistemas, internet e plataformas tecnológicas em geral são “brinquedinhos” para essa turma);
• Alto nível de capacitação (tem boa formação e idiomas);
• Adaptalidade a mudanças (tem facilidade para se adequarem a mudanças dentro das organizações);
• Motivação por desafios (normalmente desafios são mais impulsionadores que remuneração);
• Foco em resultados rápidos (imediatismo descreve bem esta turma);
• Preferência por terem autonomia no trabalho (eles têm dificuldade com hierarquia);
• Desenvolvimento continuo (estão sempre estudando e se aperfeiçoando);
• Postura mais individualista (dificuldade para trabalhar em equipe, tendem a “fazer sozinho";
• Despreocupação com a estabilidade (trocam de emprego freqüentemente);
• Necessidade de reconhecimento (esperam ser reconhecimentos a cada entrega realizada).

A busca pelo sucesso de “microondas” significa que o imediatismos impera, ou seja esta geração almeja o sucesso “hoje”, e daí vem alguns riscos, pois em todas as modalidades de competições que experimentamos na vida, só há um primeiro lugar. Se todos, ao entrarem no jogo, só aceitarem as primeiras colocações, a frustração atingirá proporções absurdas. De certa forma, é isso que está ocorrendo, como se fosse uma sistemática patologia da atualidade.

A ansiedade em ganhar autonomia e receber bons salários é fruto do estilo de vida com regalias durante a adolescência e, em alguns casos, também na infância. É diferente das gerações anteriores, que tiveram mais trabalho para obter o básico. Se pegarmos o exemplo do jovem Mark Zuckerberg (CEO e um dos fundadores do Facebook, a maior rede social da atualidade) e acharmos que sucesso como o dele se repete o tempo todo, podemos incorrer num grande equívoco e frustrações. Não é a todo momento que um jovem com uma “idéia” cria um “mundo novo” e faz fortuna. Nem que há essa capacidade de qualquer jovem ensinar aos mais velhos o caminho do sucesso e do reconhecimento. Isso acontece, mas não é o tempo todo. E, se vira notícia, livro e filme, é porque é algo carregado de ineditismo.

Como os jovens cresceram com acesso rápido e fácil a tudo, acham que a vida também vai ser assim. Por isso já chegam ao mercado de trabalho com expectativas ilusórias de sucesso rápido e acabam se tornando tratores, atropelam os outros, ambicionando muita recompensa por pouco resultado, o que leva a frustração e desestabiliza as relações humanas no trabalho.

Infelizmente tem sido comum os jovens serem brilhantes em aspectos tecnológicos, mas pouco desenvolvidos na capacidade de relacionamento interpessoal. Eles acham que sua capacidade intelectual vai ser suficiente para ter sucesso e se frustram quando descobrem que não estão preparados para lidar com pessoas.

Assim como nos acostumamos com a praticidade e agilidade do uso dos controles remotos, do microondas para assar uma pizza ou em fazer um macarrão instantâneo em nosso dia-a-dia a geração y não tem tempo para processar cada coisa, não existe amadurecimento. Julgam que as etapas pelas quais temos de passar podem ser compradas, puladas, tratando-as como meros obstáculos desnecessários para sua carreira, miram no sucesso um imediatismo voraz.

Talvez o ponto que possa diferenciar as pessoas de sucesso dentro desta nova geração seja viver os princípios dessa velocidade sem ignorar o aprendizado das anteriores. O volume de informação a que temos acesso está cada vez mais se impondo diante de nosso tempo diário, tomando horas preciosas de apreciação de prazeres reais, aprendizados, cultura, reflexão. Quanto tempo consumimos em mensagens, em paginas de internet, em redes sociais, em fotos trocadas em todo momento como se fossem as coisas mais importantes do nosso dia? Estas ações nos distraem de nossas atividades de modo que levamos mais tempo para executá-las e, portanto, temos menos tempo de lazer, de almoço, de aprender e de nos relacionar com qualidade.

Olhando por outro aspecto, concordo muito com o que como o que disse Albert Einstein “Sucesso e genialidade, são 10 por cento de inspiração e 90 por cento de transpiração”. Ou seja, o que nos traz a inspiração é o trabalho e a prática. Muita prática e muito suor!

Abaixo são listados impulsionadores do sucesso para carreira de profissionais em qualquer área de atuação ou pertencente a qualquer geração. Avalie cada um deles e observe como eles se aplicariam em sua vida.

18 Impulsionadores do sucesso em qualquer geração 
• É necessário aprender atividades que não tem muita afinidade;
• Deve esta disposto a “engolir sapo”;
• Aprender a lidar com cobranças diárias;
• Abdicar de horas de sono;
• Enfrentar algum estresse mental e físico;
• Manter a política da boa vizinhança (mesmo se estiver zangado);
• O lazer com amigos e namorada (o) será reduzido;
• Ler, estudar e pesquisar o tempo todo;
• Investir sempre no seu autodesenvolvimento;
• Acreditar em si, principalmente quando o mundo parece te provar o contrário;
• Compreender as críticas e feedbacks como oportunidades e agradecê-las;
• Valorizar boas experiências profissionais;
• Traçar e monitorar o atendimento de sua visão, missão, objetivos e metas;
• Ajudar os outros a atingirem seus sonhos, objetivos e metas;
• Trabalhar em equipe o tempo todo;
• Valorizar as relações humanas no trabalho;
• Ser humilde e cordial em todas as relações;
• Ser reconhecido e respeitado pelo bom profissional que aprendeu a ser.

Um pouquinho mais...